Após dois dias de muita chuva em Curitiba o sol finalmente apareceu, justamente no momento em que os Touros e o Pasteur entravam em campo, pela segunda rodada do Super 8. O tempo pouco ajudou, mas cerca de oitenta pessoas foram ao Campus da Paraná Esporte acompanhar o jogo mais esperado da rodada, entre campeão paranaense e atual brasileiro e o atual campeão paulista.

 

No último confronto entre as equipes, ainda em 2014, o Curitiba conseguiu larga vantagem no placar (05 x 29), mesmo jogando em São Paulo, mas os Galos estavam dispostos a não repetir a derrota e começaram o jogo melhor, tanto no jogo quanto no psicológico, deixando os atletas curitibanos nitidamente nervosos em campo, o que acarretava em um grande número de penais e scrums a favor do time paulista.

 

O jogo começou truncado devido às condições de jogo e a tensão no ar, não à toa aos nove minutos de jogo uma confusão generalizada se formou, e acabou sobrando para dois atletas que estavam ajudando a acalmar os ânimos, Leandro “Rasta” e Guilherme Pieri, que foram postos para descansar por dez minutos com os primeiros cartões da partida. Jogando com um forte vento contra, uma poderosa arma curitibana na vitória contra o Jacareí foi anulada, os chutes do abertura Facundo faziam pouco efeito, gerando vários contra-ataques para os franceses.

 

Aos quinze, exceto por dois ataques com algum perigo dos paulistanos, o jogo seguia extremamente truncado, com muitos scrums e jogado no meio de campo, vez um clube detinha vantagem nas formações, vez outra. Na metade do tempo inicial, Maihara desperdiçou penal para o Pasteur, mas manteve o jogo em seu campo de ataque e depois de errar um drop, o fullback teve a chance de se redimir nos chutes, e dessa vez não perdoou, abrindo o placar para os visitantes.

 

Atrás no marcador, somente aos trinta minutos o time da casa conseguiu encaixar um bom ataque com variações de jogada entre a linha e seu pack. O Curitiba teve um penal a seu favor, mas ao invés de tentar o chute aos postes, tentou o line perdendo a disputa na sequência. O time mostrou que estava acordado, mas ainda nervoso acaba perdendo muitas posses com vários knock ons. No momento em que a equipe da casa ensaiava uma pressão, na mesma jogada, quase no meio campo, o time paulista tem um penal marcado a seu favor e Maihara amplia para o Pasteur. No final ele ainda anotou mais três pontos para levar a vantagem de nove pontos para a etapa final.

 

O segundo tempo não poderia ter começado mais diferente que o primeiro, Facundo, o abertura dos touros abre o tempo com um excelente chute, e começa a pressão curitibana pela virada. Aos cinco minutos o time da casa finalmente mostra sua tradicional força no scrum, força dois penais a partir dele, o segundo quase entrando no ingoal paulistano, e pede o terceiro, certamente buscando um penal-try, mas não consegue, porém após belíssima saída do oitavo Mariano com o half Martin, estabelece pressão no centro do campo, e quando a bola chega na outra ponta, Mussum solta um excelente chute curto para o ingoal, que Gabriel “Dom” aproveita com muita velocidade e oportunismo, e Facundo complementa com a conversão apesar do ângulo desfavorável, deixando a vantagem dos Galos em apenas dois pontos.

 

O jogo então volta a ser truncado, com muitos scrums e penais, Maihara perde mais dois chutes, e cada equipe se vê novamente reduzida a catorze jogadores. O Pasteur parece ter sentido o segundo tempo e o ímpeto do time da casa, e então aos vinte,após mais um penal cometido pela equipe paulista, Martin vira o jogo para o time da casa quase debaixo dos postes, colocando os Touros na frente pela primeira vez.

 

E por muito pouco a indisciplina, não causou maior estrago aos paulistas. Martin tenta dropgoal em vantagem, não


acerta, mas perde também o penal, de posição favorável que passa muito perto do poste esquerdo. O jogo agora era do Curitiba com o Pasteur cometendo muitos penais, mas sem o devido aproveitamento dos atuais campeões. E como sempre pode acontecer em jogos muito disputados, o Pasteur tomou as rédeas da partida, e mesmo que Maihara estivesse chutando mal nos chutes de jogo aberto, ainda tentou por duas vezes em penais próximos ao meio campo, sem sucesso.

 

Faltando apenas três minutos para o final, em mais um penal para o Pasteur, Pedro di Pilla assumiu a responsabilidade do chute e mesmo retornando de lesão no tornozelo, converteu com tranqüilidade, colocando sua equipe novamente na liderança.

 

O Curitiba ainda tentou desesperadamente buscar uma nova virada, mas as boas defesas prevaleceram o tempo todo, e não foi diferente nos minutos finais, garantindo uma bela vitória dos visitantes.

 

O Portal do Rugby elegeu Pedro Di Pilla como melhor jogador da partida.

 

O Pasteur agora recebe o São José, empatados com cinco pontos, enquanto o Curitiba viaja até São Paulo enfrentar o Band-Saracens, que derrotado nas duas partidas iniciais, não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória.


Placar final: Curitiba 10 x 12 Pasteur

Árbitro: Ricardo Santana

Auxiliares de linha: Armando Gauna e Matheus Duraes

4a árbitra: Gabriela De Pellegrini

Local: Paraná Esporte – Curitiba, PR

 

Curitiba

Try: Gabriel Dom

Conversão: Facundo

Penal: Mussum (1)

 

Pasteur

Penais: Thiago Maihara (3), Pedro Di Pilla

 

fonte: Portal do Rugby