A última tarde de sábado (29/08), contou com um embate fervoroso entre duas grandes potencias do rugby no estado de São Paulo. Logo após o jogo entre as categorias mais novas em que o time da casa superou claramente os adversários após apresentar o placar de 59 a 0, os adultos então assumiram o campo do ADC Panasonic, em São José dos Campos. De um lado o Pasteur, penúltimo colocado da tabela em busca da ascensão, e do outro um São José que havia acabado de perder a primeira colocação na tabela. Porém, a batalha foi intensa e poucos pontos foram marcados, mas ainda assim a emoção não faltou para os espectadores que observaram os Galos vencerem por 19 a 12.

Os joseenses, logo após o kick off, passaram um primeiro susto com o ataque adversário, mas a defesa bem consolidada soube trabalhar e abafar o lance. Intenso desde o início, o jogo se mostrou dinâmico pela bola que poucas vezes permaneceu estacionada em formações fixas, mas uma dessas foi muito bem utilizada pelo time da casa, que aproveitou a distração dos adversários na saída do scrum e caminhou, com Fernando Portugal, até o centro do ingoal para anotar o primeiro try da partida juntamente com a conversão feita por Moisés Duque.

Mesmo atrás do placar, os galos mantiveram a partida intensa, e abusaram do jogo de mãos, essencial para o dinamismo que junto aos offloads criaram a primeira chance de pontuar bem aproveitada por Diego Lopez, porém sem êxito na conversão. E o clima de clássico pairava o ambiente, com direito a algumas desavenças entre os atletas das duas equipes, claramente notado pelo arbitro que tratou de chamar os capitães.

Intenso e muito forte, o calor castigava a todos e isso foi evidenciado na metade do primeiro tempo, quando o jogo foi pausado para uma breve hidratação, essencial para os joseenses que recuperaram o folego para o fim da primeira etapa que terminou com o São José na frente por dois pontos apenas, visto o penal não aproveitado.

A segunda etapa começou quase idêntica a primeira, com os “caipiras” pontuando logo no início, dessa vez com Moisés Duque, que também chutou a conversão, porém não acertou. O erro custaria caro para os donos da casa, que se mantiveram intactos por 10 minutos, mas assistiram Felipe Zeni pontuar para o Pasteur junto a conversão de Pedro Di Pilla, empatando o jogo em 12 pontos e criando o clima mais tenso no coração de cada um dos espectadores que acompanhavam aflitos os 30 minutos finais.

Cada atleta mostrava dar tudo que podia da corrida ao tackle, e as pancadas, sempre mais fortes, eram duras até pelo barulho estridente que proporcionavam, mas o ritmo pesado e com desavenças voltou a aparecer pelo nervosismo que ficou evidente em campo para Carlos Oliveira, do São José, que recebeu amarelo. O desfalque pesou na hora de se defender dos franceses, que conseguiram escapar pelos espaços criados e anotar o galgado try de Felipe Zeni, convertido por Di Pilla, o que levou os adversários ao desespero para marcar a qualquer custo, todavia inútil diante dos galos que souberam administrar o jogo e encerram a partida com um penal não convertido por Di Pilla, mas garantiram a vitória por 19 a 12.

 

Fonte: Portal do Rugby